Demonstração prática do uso de ferramentas de validação determinística para auditoria de integridade e verificação de admissibilidade de provas digitais (comprovantes Pix, arquivos PDF e imagens). O conteúdo aborda os métodos de identificação de adulterações em arquivos eletrônicos e a detecção de inconsistências em metadados sem a necessidade de envio de dados para terceiros.
Módulo PC-001 (Mesmidade Criptográfica): Confronto binário bit a bit via algoritmo SHA-256 para comprovação de inviolabilidade e identificação de divergências estruturais em documentos digitais.
Módulo TP-001 (Paradoxo Temporal): Auditoria cronológica cruzada entre os metadados nativos da evidência e os registros de autoridade externa (logs de transações BACEN/SPI), identificando anacronismos e falsificações.
Módulo de Peritos: Leitura avançada de registros para emissão automática de parecer técnico assinado criptograficamente.
Privacidade e Conformidade: Operação sob arquitetura Zero-Upload (processamento local na memória do navegador), garantindo conformidade estrita com a LGPD e sigilo de processos judiciais.
Art. 158-A e seguintes do Código de Processo Penal (CPP).
Diretrizes da ABNT NBR ISO/IEC 27037 (Tratamento de Evidências Digitais).
Vamos para um bate-papo aqui sobre a área forense, sobre algo gratuito e público. No final, você vai fazer testes e ver que vai ser útil para o seu dia a dia, porque hoje o print, o PDF ou o comprovante do Pix podem ser apresentados nos tribunais e impugnados em questão de segundos. Hoje não dá mais para confiar no arquivo ou se os dados e informações realmente batem ou não.
O cenário atual se deve às ferramentas online, onde tudo ficou fácil de alterar. A prova digital perdeu a sua presunção de veracidade, isso é fato. Por exemplo, você pode alterar hoje um comprovante bancário, o valor, o beneficiário. O print screen de um WhatsApp, por si só, não é prova. Ele pode até existir no servidor, mas os metadados e as informações podem ter sido perdidos, sendo difícil cruzar esses dados. Todo documento possui, além do número de hash, diversas informações ocultas dentro dele que servem para invalidar ou validar uma informação.
Portanto, com o documento digital atual, temos que trabalhar de forma mais profunda. A questão que se impõe no processo é: como garantir a materialidade probatória sem a sombra de dúvidas? Isso é para a gente refletir. Da mesma forma que existem essas ferramentas que indivíduos usam com facilidade para edição, nós temos que usar ferramentas para validar a documentação com a mesma facilidade.
Aqui no site da BYTEN, no menu, em "Verificador" (nesse nome verde), você pode clicar e testar os seus arquivos de forma segura, porque ele vai rodar tudo no seu navegador de forma rigorosa. O sistema não foi projetado para subir arquivos, cruzar ou coletar informações. Trabalhamos dentro da verdade e da legalidade, fazendo o que é correto.
O sistema opera em dois módulos principais. O primeiro é o módulo de mesma idade, o PC001, que vai comparar o número de hash e os números de URG. Hoje, em todo documento, se houver divergência de um único bit, você conseguirá identificar que aquele arquivo foi alterado. E se o arquivo for alterado, existe probabilidade de falsificação. Qual foi o motivo da alteração?
Quando se quebra a cadeia de custódia — e quando falo de cadeia de custódia e número de hash, é a preservação do local e a documentação em si —, tudo se inicia a partir de um número de hash. Para dar início a todo o procedimento da cadeia de custódia, você precisa dele. Se ele não existe ou foi quebrado, você conseguirá encontrar a falha lá na frente com mais facilidade.
O segundo módulo é o do Paradoxo Temporal, o TP001. Ele confronta a criação do arquivo e os logs com uma transação externa. Um comprovante autenticado, por exemplo, jamais pode ter sido criado antes de a transação existir. Se isso ocorrer, o sistema vai detectar a fraude.
Pode ficar tranquilo sobre a questão da segurança: está totalmente em conformidade com a LGPD. Nenhum arquivo, metadados ou cálculo de hash dessas informações saem da memória do seu computador. Não faríamos uma ferramenta para ficar recebendo arquivos de todo mundo ou até arquivos infectados para comprometer servidores. O sistema foi desenhado justamente para que você possa confiar. A plataforma gera apenas um veredito assinado criptograficamente, baseado em matemática científica. Ela gera um parecer técnico com informações básicas, mas essenciais, que você pode anexar ao seu laudo ou processo.
Vamos para o teste na prática para você entender melhor e ver como é fácil de utilizar.
Quando você clicar aqui no menu em "Verificador", ele vai abrir esta tela. A primeira opção é "Comprovante Simples" e a outra é "Comprovante de Peritos", onde você inclui as datas. Mas vamos começar por esta última opção, a "Mesma Idade" de hash, para você entender melhor na prática.
Nesta opção de mesma idade de hash, o sistema vai cruzar as informações de hash, a documentação e a URG do documento. Vamos escolher aqui dois arquivos e incluir o mesmo arquivo duas vezes. Clicando em "Verificar", percebe-se que deu verde: mesma idade confirmada, ou seja, é o mesmo documento. Você pode gerar o PDF ou o JSON. Se eu clicar em PDF, ele vai aparecer verde, confirmando o parecer.
Agora vamos fazer o mesmo procedimento, mas incluindo um arquivo diferente. Eu sei que este arquivo não é o mesmo que o outro. Imagina que você tem no seu processo a confirmação de um arquivo onde foi incluído o número de hash. Lembrando que um documento tem várias informações de metadados. Aqui estamos tratando do básico, mas que é essencial. Numa cadeia de custódia, se você perder o hash, perde as informações essenciais, e tudo o que fizer para a frente pode ser invalidado com facilidade.
Ao clicar em "Verificar Mesma Idade", ele já aponta a quebra da cadeia de custódia. Lembrando que a cadeia de custódia não é simplesmente o hash, é ter a documentação para isso; uso o termo aqui como o ponto inicial necessário. O relatório foi assinado pela ferramenta e você também pode baixá-lo. Ao clicar, ele já mostra a cor vermelha porque não é o mesmo arquivo. O sistema exibirá vermelho, laranja ou verde.
Dá para entender bem a questão da veracidade do arquivo e da mesma idade. Você pode baixar o relatório e comparar as informações no processo. É gratuito e sempre será, você pode usar à vontade.
Agora vamos para o "Comprovante Simples" e fazer uma análise com uma imagem. O sistema já detectou a entrada, mas vou incluir a data de hoje, por exemplo, dia 4 de agosto de 2026, manter o fuso BRT e clicar em "Verificar". Ele apontou a quebra porque coloquei outra data e outras informações. Da mesma forma, você pode gerar o PDF e, ao clicar, ele aparecerá em vermelho.
Se eu escolher outro arquivo, vamos fazer um teste com um arquivo que teve os metadados alterados. Ao clicar, ele nem dá muitas informações, ele para por aqui apontando "achado por metadados de origem: PDF sem data de criação". Quando o documento não tem a data de criação ou os metadados mínimos necessários, ele já quebra a cadeia de custódia. Você terá aqui o achado técnico e ponto final.
Agora veja este outro arquivo assinado original: ele já forneceu a data de criação e as informações. Aqui eu sigo para um cenário mais real, pois a data de criação do arquivo foi encontrada, dando um parecer para prosseguir. Você vai incluir a data real que possui e sabe ser verdadeira. Se for a mesma, não há o que discutir, você terá um parecer final em PDF com status verde. Se eu colocar a data de hoje e clicar, ele dará falso porque as datas são diferentes.
Já no "Comprovante de Peritos", você vai incluir as datas. Clicando em "Carregar Exemplo", ele preenche as datas de criação do arquivo versus os logs de autenticação (como Bacen, SPI, Pix). Clicando em "Verificar", se as informações não baterem, ele apontará a falha.
Este verificador é gratuito e será muito útil. Usando as opções de "Mesma Idade" e "Comprovante Simples", você obtém informações rápidas e cruza os dados essenciais. Na parte superior, há uma opção de auxílio para você entender melhor como funciona o veredito temporal, além da documentação do sistema. Rolando mais para baixo, há o manual técnico operacional com visão geral da plataforma, arquitetura e módulos de análise.
Leiam a documentação para entender a finalidade da ferramenta. Fiquem à vontade para usar, é uma ferramenta pública e muito útil. Muito obrigado!
Validação de Dados Críticos e Engenharia de Provas
A BYTEN Forensic Intelligence desenvolve arquiteturas de software especializadas na validação determinística de evidências digitais, análise documental e integridade estrutural de metadados. Nossas soluções atendem a rigorosos critérios científicos, fornecendo suporte técnico analítico para assistentes técnicos, auditores, advogados, magistrados e órgãos de controle que atuam em incidentes de alta complexidade material e formal. O portfólio tecnológico abrange desde a preservação de dados voláteis na internet até o processamento local de biometria facial, verificação de assinaturas criptográficas nos padrões PAdES, CAdES, XAdES e auditoria estrutural de arquivos PDF.
A conformidade estrita com as diretrizes do Código de Processo Penal (CPP) e os parâmetros internacionais estabelecidos pela norma ABNT NBR ISO/IEC 27037 garante a inalterabilidade e a perfeita rastreabilidade de cada ativo digital processado. Ao empregar estruturas de hashing SHA-256 e árvores de Merkle vinculadas a carimbos de tempo em padrão UTC certificado, o sistema sela as informações no momento exato de sua captura. Esse procedimento blinda os elementos probatórios contra alegações de quebra de custódia e nulidades técnicas, assegurando a fidelidade de representação do fato nos sistemas de tramitação judicial eletrônica.
Modelos Epistêmicos e Metodologia Científica Contra Fraudes
A análise técnica moderna exige a superação de avaliações meramente subjetivas ou exames de superfície. A constatação da mesmidade digital e a instrução probatória demandam precisão matemática. Os motores computacionais desenvolvidos pela BYTEN operam diretamente a nível binário, executando varreduras em baixo nível estrutural para auditar a topologia de arquivos e isolar inconsistências cronológicas. Esse ecossistema permite a detecção de paradoxos temporais (BYTEN:TP-001) e o mapeamento de anomalias cinemáticas em dados de telemetria baseados na fórmula de Haversine.
Alinhado ao princípio do Privacy by Design e à proteção irrestrita de dados da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), todo o fluxo operacional adota a premissa de processamento local descentralizado (Edge AI/RAM-Only). Modelos de redes neurais e rotinas de análise de nível de erro (ELA) rodam integralmente no navegador do usuário, sem transmissão ou armazenamento em discos externos (Zero-Upload). Isso inviabiliza o vazamento de sigilos comerciais ou segredos de justiça, permitindo o isolamento de manipulações sintéticas, deepfakes, recompressões maliciosas, e adulterações em estruturas de payloads EMVCo e módulos fiscais diretamente no ponto de origem.
Módulos de Auditoria e Navegação Canônica
Acesse as interfaces da estação de trabalho e os registros ontológicos mapeados sob governança W3C/SHACL: