Auditoria de Trajetórias e Telemetria GPS

Comprovar o deslocamento físico de uma pessoa em disputas trabalhistas, previdenciárias, cíveis ou até criminais pode se apoiar no próprio histórico de localização do smartphone, um recurso que a maioria dos aparelhos mantém ativo por padrão. O vídeo demonstra, porém, que transformar esse histórico em prova útil começa por uma extração correta e pela preservação do arquivo original sem qualquer alteração.

A extração é feita diretamente no aparelho: o usuário acessa as configurações de localização, seleciona a linha do tempo e exporta os dados, confirmando a operação por senha ou biometria, o que gera um arquivo em formato JSON. A partir desse ponto, a cadeia de custódia exige que o arquivo original não seja modificado, já que o próprio fluxo de análise registra datas de edição que precisam ser consideradas caso o material siga para um processo.

Uma vez carregado na ferramenta, o arquivo pode ser analisado isoladamente ou confrontado com um segundo arquivo, útil quando é preciso verificar se duas pessoas estiveram no mesmo local simultaneamente. Na demonstração, um teste proposital com uso de VPN para simular deslocamento foi identificado pelo sistema por meio de alertas críticos: divergências de velocidade entre pontos consecutivos e inconsistências de presença simultânea fisicamente impossíveis, convertendo uma manipulação em um achado objetivo e documentado, sem depender de qualquer interpretação subjetiva.

O vídeo também mostra a busca por um endereço específico, nomeando o ponto de interesse e definindo um raio de busca em metros, permitindo confirmar se o dispositivo esteve naquele perímetro. Combinando esse recurso com uma janela de tempo definida pelo usuário, o sistema gera um relatório que expõe o uso de VPN ou de localização simulada, acompanhado de um mapa de calor de frequência, do hash do arquivo analisado e da comparação entre o tamanho do arquivo originalmente exportado do aparelho e o que eventualmente foi apresentado no processo, uma divergência nesse comparativo já constitui, por si só, um dado relevante para a análise.

O material final pode ser exportado em PDF, servindo como apoio técnico objetivo à instrução de processos trabalhistas, previdenciários e cíveis. Como demonstrado ao longo do vídeo, a leitura do que um determinado padrão de presença ou ausência significa para o caso concreto continua sendo tarefa do profissional responsável pela análise.

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Aqui no site da BYTEN, no menu "Ferramentas", você encontra o Analisador de Telemetria Geofísica. O que essa ferramenta faz? Se analisarmos bem, todo celular tem a geolocalização ativada, ou seja, possui uma linha do tempo em que você consegue rastrear evidências de por onde passou. Isso serve para casos no TRT, INSS, na Justiça Cível e até na esfera criminal.

O procedimento no celular é muito simples: você entra nas configurações, vai em serviços de localização, seleciona a linha do tempo e exporta os dados. O sistema pedirá sua senha, biometria e gerará um arquivo com extensão JSON. Basta salvar este arquivo. Ressalto que é fundamental respeitar a cadeia de custódia, fazendo todo o procedimento de forma correta e sem alterações no arquivo original. A própria ferramenta informa detalhes sobre datas de edição, mas, para um processo judicial, é necessário seguir uma linha de raciocínio e procedimentos corretos.

A ferramenta faz a análise desse arquivo que você baixou ou confronta dois arquivos simultaneamente. Por exemplo, você precisa saber se duas pessoas estiveram no mesmo local. Imagine um processo em que se alega que duas pessoas estavam em determinado lugar e assinaram um documento; você pode provar, por meio da geolocalização e da linha do tempo registrada no celular, a veracidade do fato, desde que o recurso estivesse ativo. Vale lembrar que cerca de 90% das pessoas mantêm o recurso ativado. Caso a pessoa não o ative por questão de privacidade, existem outros meios de registro no aparelho que levam ao mesmo resultado, embora exijam outros procedimentos.

Vamos para a prática. Ao abrir o primeiro arquivo para teste, a ferramenta identificou dados desde o dia 20 de janeiro de 2026, referentes a três meses atrás, realizando uma análise de frequência do local. Existem várias opções disponíveis. Você pode clicar e visualizar todo o histórico. Para o teste, fiz algumas alterações utilizando VPN justamente para testar o sistema e identificar inconsistências.

Ao subir o arquivo e clicar em "Analisar", você pode gerar um parecer técnico. O sistema apontou alertas críticos, como divergências de velocidade e inconsistências de localização simultânea que seriam impossíveis de ocorrer na realidade. O relatório exibe todas as coordenadas e detalhes do cenário analisado. Você pode exportar os arquivos corretamente ou visualizar a análise completa de tudo o que foi processado.

Se você quiser fazer uma busca por um endereço específico para saber se a pessoa esteve lá, basta digitar o local. Fiz um teste em uma rua em São Paulo informando o CEP. Ao buscar o endereço de uma empresa ou agência bancária, o sistema localiza a região. Você pode nomear esse ponto, como "Banco X", e adicionar um raio de busca de 100 metros. Se a pessoa esteve no local, o cruzamento de informações confirmará o fato. Quando há falsificação ou uso de VPN, como no exemplo anterior, o sistema identifica e gera a prova de que houve tentativa de fraude.

Definindo o período de busca, por exemplo, do dia primeiro das 8h às 21h, ao gerar o relatório, o sistema detectou o uso de VPN e GPS fake, apresentando as análises e o mapa de calor. O parecer exibe o número de hash, os dados do arquivo extraído da plataforma da BYTEN, o horário e o tamanho do arquivo. Se o arquivo original do celular possui um tamanho e o enviado ao processo apresenta outro, a divergência é identificada no cruzamento de dados. Esse relatório também pode ser baixado em PDF.

Analisando outro arquivo de teste, sem incluir parâmetros específicos, o sistema identificou a frequência máxima e indicou que o registro é íntegro. Não houve falsificação nem alteração; o aparelho esteve no local de forma autêntica. Isso demonstra como o sistema opera quando não há divergências, registrando o tamanho do arquivo, datas e todos os parâmetros necessários para a perícia. Qualquer ferramenta, física ou digital, serve para fundamentar o parecer técnico por meio do cruzamento de informações.

O recurso de colisão de alvos é muito interessante. Ele permite analisar se duas pessoas estiveram no mesmo local. Se ambas assinaram um documento no mesmo endereço e você possui os arquivos de geolocalização de ambas, basta carregar os dois arquivos no sistema. Ao analisar, a ferramenta cruza os dados e emite um alerta confirmando se ambas estiveram na mesma região no mesmo horário. Por outro lado, ao comparar dois arquivos com períodos distintos, o sistema exibe a indicação verde, confirmando que não há evidências de convergência de local.

Esse tipo de análise fornece dados reais para fundamentar sua atuação como perito ou analista, seja em causas trabalhistas ou cíveis, reforçando a produção de provas. O acesso é simples: acesse o site da BYTEN, vá ao menu "Ferramentas" e selecione "Analisador de Telemetria Geofísica".

Lembrando que os smartphones registram essas informações e, se o recurso estiver ativo, é possível extrair o histórico de períodos como um mês, um ano ou dois anos. Você pode utilizar os dados do próprio aparelho ou de serviços do Google para puxar essas informações.

Parecer Técnico Completo

Geoespaciais e Validação de Trajetórias Digitais — Saiba como a auditoria cinemática identifica anomalias em registros de GPS e garante a integridade da prova em conformidade com a ISO 27037.

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Glossário Forense e Base de Conhecimento

Validação de Dados Críticos e Engenharia de Provas

A BYTEN Forensic Intelligence desenvolve arquiteturas de software especializadas na validação determinística de evidências digitais, análise documental e integridade estrutural de metadados. Nossas soluções atendem a rigorosos critérios científicos, fornecendo suporte técnico analítico para assistentes técnicos, auditores, advogados, magistrados e órgãos de controle que atuam em incidentes de alta complexidade material e formal. O portfólio tecnológico abrange desde a preservação de dados voláteis na internet até o processamento local de biometria facial, verificação de assinaturas criptográficas nos padrões PAdES, CAdES, XAdES e auditoria estrutural de arquivos PDF.

A conformidade estrita com as diretrizes do Código de Processo Penal (CPP) e os parâmetros internacionais estabelecidos pela norma ABNT NBR ISO/IEC 27037 garante a inalterabilidade e a perfeita rastreabilidade de cada ativo digital processado. Ao empregar estruturas de hashing SHA-256 e árvores de Merkle vinculadas a carimbos de tempo em padrão UTC certificado, o sistema sela as informações no momento exato de sua captura. Esse procedimento blinda os elementos probatórios contra alegações de quebra de custódia e nulidades técnicas, assegurando a fidelidade de representação do fato nos sistemas de tramitação judicial eletrônica.

Modelos Epistêmicos e Metodologia Científica Contra Fraudes

A análise técnica moderna exige a superação de avaliações meramente subjetivas ou exames de superfície. A constatação da mesmidade digital e a instrução probatória demandam precisão matemática. Os motores computacionais desenvolvidos pela BYTEN operam diretamente a nível binário, executando varreduras em baixo nível estrutural para auditar a topologia de arquivos e isolar inconsistências cronológicas. Esse ecossistema permite a detecção de paradoxos temporais (BYTEN:TP-001) e o mapeamento de anomalias cinemáticas em dados de telemetria baseados na fórmula de Haversine.

Alinhado ao princípio do Privacy by Design e à proteção irrestrita de dados da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), todo o fluxo operacional adota a premissa de processamento local descentralizado (Edge AI/RAM-Only). Modelos de redes neurais e rotinas de análise de nível de erro (ELA) rodam integralmente no navegador do usuário, sem transmissão ou armazenamento em discos externos (Zero-Upload). Isso inviabiliza o vazamento de sigilos comerciais ou segredos de justiça, permitindo o isolamento de manipulações sintéticas, deepfakes, recompressões maliciosas, e adulterações em estruturas de payloads EMVCo e módulos fiscais diretamente no ponto de origem.

Módulos de Auditoria e Navegação Canônica

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