A verificação de autenticidade de cupons fiscais eletrônicos (NFC-e) e notas fiscais costuma parar na leitura da chave de acesso ou na conferência visual do layout, o que não é suficiente diante de manipulações que atuam na estrutura de metadados ou na própria imagem do documento. A ferramenta apresentada no vídeo foi pensada para profissionais do Direito, contadores e peritos que precisam de uma camada adicional de profundidade antes de aceitar um comprovante fiscal como prova.
O fluxo de uso é direto: o profissional carrega o arquivo, seja imagem ou PDF, e aciona a análise; o sistema cruza as informações e devolve um veredito sinalizado por cor, verde para consistência, laranja ou vermelho quando surgem indícios de risco. Um dos cruzamentos mais reveladores demonstrados no vídeo é a comparação entre a data interna de criação do arquivo e o instante em que a imagem ou o escaneamento foi efetivamente capturado: em um exemplo consistente, a nota foi criada em um dia e a foto tirada no dia seguinte; caso a data da imagem apontasse para um período muito anterior ao da nota, essa defasagem já seria, por si só, um indício objetivo de manipulação, sem qualquer necessidade de interpretação subjetiva.
A auditoria também confere o CNPJ do emitente contra a base oficial da Receita Federal, identifica se a origem do arquivo é um escaneamento, uma fotografia de celular ou um PDF gerado diretamente, e confronta os dados do QR Code com as informações publicadas pelo próprio emissor. Na inspeção visual, regiões reprocessadas tendem a aparecer destacadas em tons arroxeados ou avermelhados, indício de recompressão da imagem que se soma à checagem geográfica do ponto de emissão declarado no documento, sinais independentes que, quando convergem, reforçam a robustez do achado apresentado.
O vídeo ilustra esse funcionamento com dois exemplos de arquivos reais: em um deles, valores divergentes, ausência da data da captura e indícios de reprocessamento da imagem levaram a um alto percentual de risco de fraude; em outro, mesmo com valores coerentes e CNPJ ativo, a origem da imagem seguiu apontando para reprocessamento, o que manteve um risco moderado e recomendou aprofundamento da análise em vez de uma conclusão apressada. Ao final de cada exame, o sistema disponibiliza um parecer técnico reunindo todos os pontos cruzados.
O ganho prático demonstrado é a possibilidade de transformar uma dúvida genérica sobre a autenticidade de um comprovante fiscal em um conjunto de achados objetivos e reprodutíveis, reduzindo o tempo de conferência manual de múltiplos documentos. Como em qualquer camada de suporte técnico, o indicador de risco apresentado pelo sistema é um ponto de partida para a investigação, e não uma conclusão automática; a leitura conjunta dos sinais e a decisão sobre a existência de fraude permanecem sob responsabilidade do profissional que conduz a análise.
Aqui no site da BYTEN, no menu de ferramentas, ao descer mais um pouquinho, você vai encontrar a ferramenta Auditoria Fiscal. Essa ferramenta é muito importante para você que é advogado, contador ou perito. Se você quer fazer a análise de um documento, ter uma profundidade maior, cruzamento de metadados e tudo mais, você usa essa ferramenta, tá bom?
Vou fazer alguns testes aqui só para você entender como ela funciona. Você vai jogar o arquivo aqui, qualquer arquivo de nota, seja imagem ou PDF, e clicar em "Analisar". Ele vai fazer todo o processo e levar um tempo para processar, mas não demora muito. O sistema vai cruzar todas as informações, fazer uma análise profunda do arquivo e mostrar o resultado para você.
Pronto, já concluiu. Aqui ele mostra todos os detalhes do que está na nota. Tem muita coisa que você pode fazer. Não é somente a questão de dar zoom, mas vou começar por aqui: primeiro, a ferramenta já identificou que é uma nota original e íntegra. Ela fica verdinha aqui. O sistema sempre vai mostrar as cores para você: laranja, vermelho ou verde.
Vamos dar uma analisada. Na descrição normal, ela vai jogar o conteúdo e o seu CNPJ. O sistema valida essas informações na Receita Federal e faz uma cronologia entre a criação do arquivo e a data em que a foto foi tirada. Por exemplo, esta foto foi criada no dia 18 e tirada no dia 19. Se fosse uma manipulação dessa nota e a data mostrasse dia 15 ou dia 10, você já mataria a charada na cronologia e saberia que é uma nota falsa. Ou seja, se a nota fiscal verdadeira marca uma data e a foto marca outra, você já identifica a fraude.
Mas não é só isso. Há vários detalhes que você analisa nos metadados, inclusive cruzando os dados do hash. O hash funciona como o RG de qualquer documento que você for analisar, seja PDF ou qualquer outro arquivo, pois todo documento tem uma identificação única. Se você não encontrar essa identificação, precisa trabalhar com outras técnicas para se defender em uma causa. Ao encontrar o hash da documentação, você tem algo essencial e único. Se o documento for manipulado ou editado posteriormente, ele perde a originalidade e a validade.
Outro ponto importante é que aqui também aparece a origem do dispositivo. Se foi escaneado, se foi tirado pelo celular ou se foi gerado de um PDF original, o sistema mostra. Esse é mais um dado de metadados que você terá à disposição. Aqui ele mostra a data e indica que foi tirado pelo celular deste modelo. O software emissor da nota não apareceu aqui, o que significa que certamente ele não está vinculado ao software que imprime lá no mercado.
Se formos em "Conteúdo", você pega a chave para conferir na Receita ou no site do emissor por meio do QR Code. Pegou os dados dele, é só conferir. Além disso, você obtém todo o texto gerado da nota.
Também há outra análise importante: a análise de imagem. Quando eu colocar a outra nota aqui, você vai ver como é interessante. Se você puxar a imagem e ver algum detalhe em tom lilás ou avermelhado, significa que existe uma falsificação em cima desse documento. Só de passar o cursor, se notar o tom vermelho ou algum detalhe estranho, é sinal de que houve alteração. Nessa análise básica, você obtém muitas informações que seriam impossíveis de ver a olho nu ou com uma lupa. São dados ocultos dentro dos documentos.
Descendo mais um pouco, na geolocalização, você encontra o local onde a nota foi emitida. Se o documento mostra em um canto que foi feito em um lugar, mas a geolocalização aponta outro, você já tem como questionar.
Se viermos aqui, temos o parecer técnico. Com base nos metadados gerados, o sistema emite um parecer técnico que ajuda a fundamentar a sua defesa em uma ação. Isso fornece argumentos para que você, advogado, perito ou contador, elabore o seu próprio parecer.
Resumindo a análise básica: o que nós conseguimos aqui? Conseguimos aplicar zoom para ver detalhes, analisar metadados, conferir divergências de valores... Enfim, só nesta nota tivemos praticamente 12 análises. Quando você gera o PDF, o sistema exporta um documento com todos esses pontos detalhados. Fazer isso manualmente é impossível; é preciso ter um algoritmo e um sistema por trás para processar tudo isso.
Vou voltar na mesma ferramenta e carregar outro arquivo, agora um falso. Vou puxar para cá e clicar em "Analisar". Ele vai demorar um pouquinho para fazer o processamento de todas as análises.
Pronto, já analisou. Veja só o relatório de risco: ele apontou 90% de probabilidade de falsificação. A gente começa analisando as divergências: nos valores, enquanto aqui indica um valor, ali mostra outro. Já ganhamos o ponto aqui. Outro detalhe: ele não mostra a data da imagem, apenas a data da nota. Há vários dados incorretos. Nos metadados, mostrou o hash, mas não exibiu a origem, indicando que é uma imagem processada, ou seja, reeditada. Isso gera uma suspeita sobre a qual precisamos trabalhar. No conteúdo gerado, não mostrou o QR Code, mesmo ele aparecendo na imagem. E olha aqui o detalhe na imagem: indica falsificação. Está vendo que fica meio lilás no fundo? Isso mostra que há uma falsificação por trás. Só aqui já identificamos 90% de risco de fraude.
Agora vou fazer com outro arquivo maior para analisarmos. Puxei para cá e vou clicar em "Analisar". Veja, ele também indicou risco nesta nota, mas de 30%. Nesse caso, dá para reavaliar os conceitos. Todos os valores presentes na nota vieram para cá corretamente. Aqui não mostrou a data da foto, mas a data da nota está correta. O CNPJ está ativo porque o sistema cruza os dados com a Receita Federal, então você não perde tempo checando manualmente. Nos metadados, mostrou o hash, mas indicou que a origem é uma imagem processada, ou seja, sem dados 100% coerentes. No QR Code, mostrou o link e até pede para abrir. Na análise forense, teoricamente não há falsificação na imagem. Contudo, como deu 30% de risco, precisamos fazer uma análise mais robusta sobre essa nota. Lembrando que, por não ter a data de criação nem a localização do arquivo, a situação fica mais complexa. Há um risco e você precisa aprofundar a análise para ter certeza.
Por fim, há o parecer técnico disponível para análise. Essa foi a ferramenta Auditoria Fiscal de Nota Fiscal, seja para imagens ou PDFs.
Validação de Dados Críticos e Engenharia de Provas
A BYTEN Forensic Intelligence desenvolve arquiteturas de software especializadas na validação determinística de evidências digitais, análise documental e integridade estrutural de metadados. Nossas soluções atendem a rigorosos critérios científicos, fornecendo suporte técnico analítico para assistentes técnicos, auditores, advogados, magistrados e órgãos de controle que atuam em incidentes de alta complexidade material e formal. O portfólio tecnológico abrange desde a preservação de dados voláteis na internet até o processamento local de biometria facial, verificação de assinaturas criptográficas nos padrões PAdES, CAdES, XAdES e auditoria estrutural de arquivos PDF.
A conformidade estrita com as diretrizes do Código de Processo Penal (CPP) e os parâmetros internacionais estabelecidos pela norma ABNT NBR ISO/IEC 27037 garante a inalterabilidade e a perfeita rastreabilidade de cada ativo digital processado. Ao empregar estruturas de hashing SHA-256 e árvores de Merkle vinculadas a carimbos de tempo em padrão UTC certificado, o sistema sela as informações no momento exato de sua captura. Esse procedimento blinda os elementos probatórios contra alegações de quebra de custódia e nulidades técnicas, assegurando a fidelidade de representação do fato nos sistemas de tramitação judicial eletrônica.
Modelos Epistêmicos e Metodologia Científica Contra Fraudes
A análise técnica moderna exige a superação de avaliações meramente subjetivas ou exames de superfície. A constatação da mesmidade digital e a instrução probatória demandam precisão matemática. Os motores computacionais desenvolvidos pela BYTEN operam diretamente a nível binário, executando varreduras em baixo nível estrutural para auditar a topologia de arquivos e isolar inconsistências cronológicas. Esse ecossistema permite a detecção de paradoxos temporais (BYTEN:TP-001) e o mapeamento de anomalias cinemáticas em dados de telemetria baseados na fórmula de Haversine.
Alinhado ao princípio do Privacy by Design e à proteção irrestrita de dados da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), todo o fluxo operacional adota a premissa de processamento local descentralizado (Edge AI/RAM-Only). Modelos de redes neurais e rotinas de análise de nível de erro (ELA) rodam integralmente no navegador do usuário, sem transmissão ou armazenamento em discos externos (Zero-Upload). Isso inviabiliza o vazamento de sigilos comerciais ou segredos de justiça, permitindo o isolamento de manipulações sintéticas, deepfakes, recompressões maliciosas, e adulterações em estruturas de payloads EMVCo e módulos fiscais diretamente no ponto de origem.
Módulos de Auditoria e Navegação Canônica
Acesse as interfaces da estação de trabalho e os registros ontológicos mapeados sob governança W3C/SHACL: