O Suporte Computacional no Exame Grafotécnico
O exame grafotécnico se sustenta no confronto entre a peça questionada e o padrão de referência, avaliando pressão, ritmo, calibre e gênese do traçado para concluir por convergência ou divergência de autoria. A leitura visual permanece o núcleo do trabalho pericial; o que muda é a quantidade de variáveis que podem ser medidas antes dessa conclusão.
A Plataforma de Análise Grafoscópica da Byten organiza essa etapa de extração, entregando ao assistente técnico um conjunto de índices numéricos para apoiar, não substituir, a fundamentação do parecer.
Camadas de Extração Paramétrica
O sistema aplica o Método Sinalético (leitura do geral para o particular) e o Método Grafocinético (força, aceleração e comportamento temporal do traçado), organizando os resultados em quatro frentes:
Confronto Visual Calibrado
Mesa de luz digital para sobrepor peça questionada e padrão, isolando ataques, remates, inclinação e ordem de traçado sob diferentes modos de imagem (natural, binarizado, multiply para detecção de decalque).
Biometria do Punho
Redes neurais siamesas (SNN) medem semelhança biomecânica global; Dynamic Time Warping (DTW) avalia o ritmo do traço; uma rede de grafos (GNN) mede a robustez topológica da assinatura; um modelo de visão (ViT) verifica a ordem de execução dos traços; e cinemática inversa (IK) diferencia tremor natural de hesitação por cópia.
Análise Físico-Química do Suporte
Verificação de indentações no papel (sulcos cegos, indício de decalque), leitura espectral estimada da tinta, comparação cromática CIELAB entre peça e padrão, e uma varredura FFT/SRM para indícios de manipulação digital da imagem.
Matriz de Convergência Estatística
Os resultados são organizados em tabela conforme a NBR 15764, pressão e evolução, progressão e forma da letra, momentos gráficos, comportamento de pauta, hábitos gráficos, ataques e remates, inclinação axial, com placar item a item entre convergências e divergências.
Do Índice ao Parecer
Cada métrica é classificada em três faixas: nominal (compatível), atenção (requer leitura cuidadosa do perito) e crítico (indício relevante de divergência). Essa gradação evita a leitura binária "autêntico ou falso" e preserva o espaço de interpretação técnica que cabe ao profissional responsável pelo laudo.
O sistema também sinaliza elementos subjetivos, como a idade gráfica estimada do padrão e indícios de interferência externa (emoção, coação, tremor dissimulado), quando o índice de microtremores da peça questionada excede o padrão habitual do punho de referência.
Rastreabilidade e Exportação
Cada processamento gera um hash SHA-256 de imutabilidade vinculado ao conjunto de imagens e métricas analisadas. O relatório final é exportado em PDF, reunindo tabelas comparativas, mapas de sobreposição, topografia de pressão e o parecer redigido, pronto para juntada aos autos como peça de assistência técnica.
O sistema é uma ferramenta de apoio à extração de dados. A conclusão pericial, a interpretação dos elementos subjetivos e a responsabilidade técnica pelo laudo permanecem com o profissional habilitado.
Para aplicar a extração vetorial e o confronto computadorizado na elaboração do seu parecer, acesse a plataforma: